domingo, janeiro 30, 2005

Desejo...



Desejo

Confissões no escuro
Certezas incertas
Medos que crescem
Assombrações do passado
Lembranças malignas
Que nunca perecem

Uma intersecção
Entre escuros pensamentos e incansáveis sonhos
Alquimia de vagas vontades
Que insistem em se envolver
Mesmo que seu berço
Não seja verdade

Desejo forte
Que vem e nos procura
Arrastado no insaciável calor
Da ambígua ternura

Desejo Raro
Forte e frágil
Mergulho no infinito
Abismo no desconhecido

Desejo estranho
Que enfraquece em quem não semeia
Perfura duras paredes
E afunda em dunas de areia.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

desejo é ópio para quem nada é.

24 de setembro de 2008 12:49  

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